Cheguei no Aeroporto

No dia que eu saí de casa minha mãe me disse, filha vem cá. Brincadeiras a parte, uma hora vai chegar o dia de embarcar, e com isso o frio na barriga do novo, do estranho, do diferente, de tudo aquilo que nos tira da zona de conforto.
Pra embarcar no aeroporto do nosso país, apesar do nervosismo, é algo que conseguimos lidar. A questão é, e quando desembarcamos no país de destino???
No meu caso, em Dublin, passei pela imigração muito tranquilamente já que estava com os documentos separados. Porém a saída do aeroporto não foi tao tranquila assim, pois pediram pra abrir minhas malas e reviraram tudo, por isso uma dica: não comece sua estadia com o pé esquerdo, leve o que for legalizado e em quantidade permitida, depois de abrirem e olharem tudo me liberaram. Após essa leve parada cardíaca consegui sair do aeroporto, e lá estava meu namorado e um rapaz em um carro, que aqui é chamado de Transfer, me esperando. Colocamos as malas e ele nos deixou na porta de casa, assim como o táxi só que com valor pré determinado.
Para outras pessoas dependendo do horário e de onde mora tem o ônibus que sai mais barato e não anda cuspindo gente como nós brasileiros estamos acostumados. Então se sentir confiança, já pegar o ônibus não é complicado. Também tem os táxis a disposição.
E dessa forma foi meu primeiro dia em terras esmeraldinas, já que depois que cheguei na acomodação só deu tempo de tomar banho, e logo depois dormi o que não tinha dormido nos dias anteriores.

Antes de Chegar

O que pensamos antes de viajar? Dinheiro, destino, no caso de estudantes a escola, documentações necessárias, passagens outras exigências como vacinas, e pouco antes de embarcar: As Malas 😨

O que será que vou usar? como é realmente o clima? Estou indo com pouco dinheiro, onde é o limite pra não precisar comprar nada no início? Pelo contrário, estou economizando aqui pra renovar as roupithas lá, o que levo? Qual a franquia de bagagem (é bom conferir no site da companhia aérea as especificações de tamanho, peso, itens permitidos. Isso tanto pra bagagem despachada quanto pra de bordo).

Deixe bem claro na sua cabecinha a sua situação, eu por exemplo não morro se ficar sem comprar roupas, e nem vim com dinheiro pra isso. Portanto minha cota de bagagem veio quase no limite, claro que chegando aqui vi que muita coisa que trouxe foi desnecessário, dois tênis ao invés de quatro já seriam suficientes rs. Acredito que na próxima viagem vou pensar mais em se realmente vou usar o item, se for algo que eu diga que talvez eu use, já é uma peça que vou deixar em casa.

E uma mala organizada é outro nível rs, uma coisa que ajuda na hora deixar a mala bem feita é o Vac Bag, uma bolsa de plástico onde colocamos roupas e etc, que com o aspirador de pó, sugamos o ar de dentro e fica bem fininho, ele fica tipo embalagens a vácuo, bem fininho. Um objeto realmente útil pra quem vem com necessidade de espaço na mala.

Depois da mala organizada e bela não podemos esquecer também do cadeado, ninguém quer suas coisas furtadas. Eu vim com aquele básico, prendi o puxador do zíper a um ponto da mala feito para isso, evitando que mesmo com o cadeado consigam movimentar o puxador. Mas tem também o Cadeado TSA, o mais indicado pra quem faz viagens internacionais, pois funcionários da imigração possuem uma chave que abre qualquer cadeado dessa categoria, não precisando assim estourar seu cadeado comum, revirando sua mala e deixando sem proteção depois. Não aconteceu comigo e nem soube de pessoas próximas que tenha ocorrido. Então vai de você, colocar o cadeado comum mais barato, ou o TSA.

A bagagem de bordo também merece uma atenção especial, geralmente vamos com mochilas ou malas pequenas. Nelas vão principalmente os documentos a serem apresentados, uma troca de roupa reserva, já que é totalmente possível que nossa mala passeie mais que nós e chegue depois no destino (bagagem extraviada), e algo que goste para se distrair durante o vôo e conexões (livros, palavra cruzada, etc). Nela tem algumas coisas que não podemos levar, restrições que vale conferir no site da companhia aerea.

Depois da mala feita é bom pesar antes de ir ao aeroporto, em casa ou em alguma farmácia, só pra ter certeza que não vai ser pego desprevenido com o peso da bagagem, já que tem limite.

Com tudo isso ok, é só correr pro abraço e chorar rs

Cheguei e Agora?!

Esse pensamento já ocorreu tantas vezes na minha vida, em diversas ocasiões, diga-se de passagem, que nem sei contar quantas foram. Mas dessa vez realmente não sei como serão os próximos dias da minha vida.

Pra você começar a entender melhor, vou te explicar.

No começo deste ano, 2015, decidi que faria um intercâmbio. Sairia da minha zona de conforto pra finalmente aprender o tal do inglês, idioma que por conta própria definiu que não entraria em minha cabeça de forma alguma. Pesquisei a escola que mais se encaixaria no meu perfil (entende-se bolso), vi a data e deixei tudo encaminhado para quando chegasse a data de embarcar estivesse tudo certo, o que graças a meu bom Deus, tudo se encaixou. E assim os dias se passaram e chegou a data em que pisaria em solo europeu pela primeira vez.

Calçada com meu All Star de guerra, coloquei meus pesinhos em Dublin e a primeira coisa que pensei foi: E agora?! Só sei falar ”I don’t speak English”, pouco dinheiro, longe da família, enfim, a experiência vai ser das boas rs

Obs.: Tenho uma ajuda imensurável do meu namorado que já está na cidade há 8 meses. E mesmo assim a insegurança chegou me arrebentando como o vento de Dublin tem feito com meu cabelo ;(

Portanto, vou descrever aqui essa imersão na cultura Irlandesa…

Dois beijos e até o próximo post